Os estados mais ricos e industrializados do sudoeste da Alemanha são geralmente preferidos pelos imigrantes. Isto é visto como ainda estando relacionado com a divisão entre a Alemanha Oriental e Ocidental antes da unificação: para superar a escassez de trabalhadores vindos da Alemanha Oriental após a construção do Muro de Berlim em 1961, a Alemanha Ocidental estabeleceu acordos bilaterais com países do sul onde as taxas de desemprego eram altas, de modo que trabalhadores convidados (Gastarbeiter) desses países se mudassem e trabalhassem na indústria Alemã. Em 1964 o número de trabalhadores convidados ultrapassou o milhão. A intenção dos programas era a de que esses trabalhadores estrangeiros ficassem na Alemanha apenas temporariamente, mas estes, juntamente com as suas famílias, tornar-se-iam residentes permanentes.

Hoje em dia,  mais de metade da população migrantes portuguesa, onde se incluem migrantes de primeira e segunda geração, concentra-se nos estados de Nordrhein-Westfalen (26,1%), Baden-Württemberg (20,1%) e Hessen (10,5%).

Em Berlim, onde o Muro dividiu a cidade na Alemanha Oriental e Ocidental, podemos encontrar um microcosmo da Alemanha como um todo, com a parte oeste da cidade sendo mais afluente e cosmopolita do que a oriental. Relativamente à distribuição dos migrantes em Berlim, Mitte, no centro histórico, é o distrito com maior percentagem de imigrantes, tanto de primeira (a verde nos gráficos redondos do mapa) como de segunda geração (em azul escuro). Os distritos ocidentais de Charlottenburg-Wilmersdorf e Neukölln também apresentam altas taxas de população nascida no exterior, com os distritos de Marzahn-Hellersdorf e Treptow-Köpenick, no leste, tendo as taxas mais baixas. Os cidadãos da UE (dos quais excluímos os polacos devido ao seu maior peso relativamente a todas as outras nacionalidades) seguem geralmente esta tendência. Não existem números para os portugueses.

https://www.statistik-berlin-brandenburg.de/publikationen/Stat_Berichte/2018/SB_A01-05-00_2017h02_BE.pdf