De acordo com as estatísticas oficiais,  em 2017 Berlim tinha uma população superior a 3,5 milhões, dos quais um quarto era estrangeira.

Os países mais representados eram a Turquia (11,4%), a Polónia (11,4%) e a Itália (4,9%). Os nacionais dos países da União Europeia perfaziam 49% e os portugueses 1,7% do total de migrantes.

Berlim é o quinto estado alemão com maior população oriunda da União Europeia, e o quarto em termos da população portuguesa, com 10,2%, ou seja 14 905 do total de 146 810 portuguese que vivem na Alemanha.

 

No período contemporâneo os migrantes portugueses foram sobretudo instalar-se nos estados alemães mais afluentes e cosmopolitas do sudoeste do país, cujos núcleos industriais importaram a maioria da mão-de-obra portuguesa que chegou ao país nos anos 1960 e 1970 ao abrigo do programa de  trabalhadores-convidados (Gastarbeiterprogramm).

Relativamente a Berlim, a cidade viu a sua população portuguesa crescer de forma estável desde a queda do Muro de Berlim até 2017, ano em que, já no período de recuperação da crise que proliferou o desemprego no sul da Europa, o número de migrantes portugueses triplicou relativamente ao ano de 2016. No entanto, enquanto que a população feminina duplicou para 3 210, a população masculina quadruplicou e chegou aos 11 695, fazendo com que a população feminina representasse apenas 22% do total de migrantes portugueses em Berlim. A proporção de mulheres migrantes é significativamente maior no total da população imigrante e entre Alemães.

Este aumento significativo recente da população portuguesa em Berlim, assim como a tímida representação feminina são dados relevante na caracterização da população portuguesa em Berlim, que abre questões e suscita hipóteses a serem testadas no decorrer da nossa investigação.