Historicamente, mais pessoas imigram para a Austrália, do que emigram a partir da Austrália. A imigração para a Austrália moderna começou em 1788, quando a primeira colónia britânica foi estabelecida: “Crown of New South Wales”. Tal como o Canadá, atualmente a Austrália tornou-se num país de imigração.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a população australiana quadruplicou devido aos programas de incentivo à imigração. Centenas de milhares de imigrantes de toda a Europa e do Médio Oriente chegaram à Austrália. Após a abolição da política da “Austrália Branca” em 1973, que excluía a imigração não europeia, várias iniciativas governamentais promoveram a harmonia étnica baseada numa política multicultural.

Segundo o Censo Australiano de 2016, havia 23,4 milhões de pessoas a viver na Austrália. Em 2016, 49% dos australianos haviam nascido no exterior (28,5%) ou tinham pelo menos um dos pais que havia nascido no exterior (20,5%). As pessoas nascidas no Reino Unido (3,9%) continuaram a ser o maior grupo de residentes nascidos no exterior, seguidas por pessoas nascidas na Nova Zelândia (2,2%), na China (2,2%) e na Índia (1,9%). O Censo de 2016 contou com 15 806 pessoas nascidas em Portugal (0,1%).

Em 2015, as Nações Unidas estimaram que 526 579 australianos viviam fora da Austrália (2,2%), indicando que os movimentos de saída são menos relevantes do que os de entrada. Emigrantes australianos encontravam-se a residir principalmente no Reino Unido (26%), EUA (15%) e Nova Zelândia (12%). No mesmo ano, Portugal representava apenas 0,3% dos fluxos de saída da Austrália durante o século XXI.