Segundo a ONU, Angola teria em 2015 cerca de 555 mil emigrantes a residir no estrangeiro. O número corresponde a 1,9% do total da população angolana. A mesma fonte indica que os angolanos emigraram principalmente para a vizinha República Democrática do Congo (33%) e Portugal (27%). Se com a RDC desde há muito tempo que as populações do norte de Angola circulam entre os dois lados de uma fronteira imposta pela colonização, com Portugal as relações históricas envolvem diferentes fases e um passado colonial complexo e dinâmico.

Angola tem vindo a assumir-se como uma potência regional no contexto da África subsariana. Desde 2002, com o fim da guerra civil, que o país tem atraído imigrantes com diferentes perfis socioprofissionais, económicos e culturais. Os dados da ONU registaram a presença de 106.845 imigrantes em Angola para o ano de 2015, o que equivale a apenas 0,4% da população do país de destino. Num contexto vasto de fluxos migratórios globalizados, encontramos entre as três nacionalidades mais representadas a RDC (40%), Portugal (15%) e Cabo Verde (10%).

Comparando os países analisados no projeto (Portugal, Alemanha, Austrália), Angola é aquele que apresenta um menor número de entradas e saídas de movimentos migratórios.