As migrações humanas têm apresentado, cada vez mais, novas rotas e configurações que contribuíram para a sua atual visibilidade e diversidade. Em 2015 o número de imigrantes internacionais era cerca de 243 milhões, o que correspondia a 3,3% do total da população mundial. Apesar do número de migrantes internacionais ter aumentado nas últimas décadas, em termos absolutos, o seu peso relativo no total de habitantes do planeta contínua a ser bastante discreto (entre 2,3% e 3,3%, entre 1965 e 2015).

Diáspora portuguesa (%) nos 15 principais países de acolhimento

Mapa elaborado pelo projeto “Trânsitos”, valores de: United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division (2015).

Segundo a ONU, Portugal teria em 2015 aproximadamente 2,3 milhões de emigrantes, que representam 0,9% do número total mundial nesse ano. Considerando que o peso da população portuguesa na população mundial é de 0,14%, Portugal apresenta uma percentagem de emigrantes sete vezes superior aos valores mundiais. Isso faz de Portugal o país da União Europeia com mais emigrantes proporcionalmente à população residente[1]. Segundo a mesma fonte estima-se que os cinco principais países de acolhimento reúnam 68% do total de emigrantes portugueses, sendo eles: França (31%), EUA (17%), Suíça (9%), Brasil (7%) e Canadá (7%). Os restantes 32% distribuem-se por Espanha (5%), Reino Unido (4%), Alemanha (4%), Luxemburgo (4%), Venezuela (2%), África do Sul (2%), Bélgica (2%), Austrália (1%), Países Baixos (1%) e Angola (1%).

[1] Considerando apenas os países com mais de um milhão de habitantes.